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Review do meu planner


Se você me acompanha em outras redes, talvez tenha visto um vídeo que postei

pedindo indicações de planners para 2026. Alguns dias depois, algumas marcas entraram em contato comigo e uma delas foi a Paper Now, que me enviou um planner para testar.


Hoje é início de fevereiro, ou seja: já usei esse planner por um mês inteiro. E resolvi compartilhar essa experiência aqui porque sei que muitos criativos (especialmente designers) vivem buscando ferramentas que realmente ajudem na rotina e não só fiquem bonitas na mesa.


Uma das primeiras coisas que me chamou atenção foi o tamanho. Eu sempre usei planners menores e, por muito tempo, achei que funcionava. Mas, na prática, eu vivia me sentindo limitada. Faltava espaço para escrever, para rabiscar, para pensar com calma. E faltava espaço, principalmente, para aquelas coisas pequenas que parecem bobas, mas que fazem toda a diferença no dia a dia.



Eu sou o tipo de pessoa que, se não anotar, esquece. Esquece mesmo. Anticoncepcional, creatina, suplemento, remédio, qualquer coisa. E como essas tarefas são “simples”, eu acabava não colocando no planner pequeno, achando que não precisava. Só que precisava. E esquecia. Ter um planner maior fez com que essas coisas finalmente tivessem lugar. Não só as grandes demandas, mas a rotina como ela realmente é.


Para quem sofre de perda de memória recente, isso faz muita diferença.



Com esse planner, eu consigo ver minha semana com mais clareza. Consigo detalhar melhor o que preciso fazer, mas também anotar ideias soltas, pensamentos que surgem do nada, coisas que não são exatamente tarefas, mas fazem parte do meu processo criativo.


E aos poucos eu comecei a deixar ele mais com a minha cara. Colar adesivos, imagens, pequenos detalhes. Não porque é necessário, mas porque virou um carinho. Eu guardo meus planners antigos e gosto de revisitá-los depois de um tempo, quase como um retrato de quem eu fui em cada fase. Pensando nisso, quis que esse também carregasse um pouco de mim. Não só compromissos, mas memória.



Uma parte que me surpreendeu muito foi o espaço de Vision Board. Mesmo sendo designer e trabalhando com moodboard o tempo todo, eu nunca tinha feito um vision board pessoal. Sempre achei que não tinha tempo, que o importante era só listar tarefas e seguir. Mas esse espaço me convidou a parar. A pensar além da pressa.



Eu preenchi com imagens, palavras e referências que representam o que eu quero construir ao longo do ano. E coloquei também a foto da minha queen, a Fiapinho de Manga. Minha filha que me deixou no final de 2025 e que eu faço questão de trazer comigo sempre que posso. Se existem outras vidas, reencarnação, céu ou qualquer coisa além daqui, eu espero poder ver ela em tudo. Ter esse espaço no planner me lembrou que planejar também é isso: honrar quem a gente é, quem a gente ama e o que nos move.


Criar esse vision board me ajudou a lembrar dos meus objetivos, mas principalmente a manter clareza do que é prioridade. Não só no trabalho, mas na vida. Eu não quero olhar para esse planner no futuro e enxergar apenas correria. Quero enxergar fase, processo, intenção.



Outra coisa que me ganhou foi perceber que esse planner não é só sobre produtividade. Ele abre espaço para reflexão, autocuidado, organização emocional. E isso, pra quem trabalha de forma independente e criativa, é essencial. A nossa vida pessoal impacta diretamente nosso trabalho. E o nosso trabalho impacta nossa vida pessoal. Fingir que essas coisas são separadas nunca funcionou pra mim.


Nesse primeiro mês, esse planner virou meu ponto de apoio offline. É onde eu organizo a semana, anoto ideias, planejo projetos, mas também onde eu lembro de mim. E isso, hoje, vale muito.


Sempre fui muito “tarefa, tarefa, tarefa”. Minha cabeça funciona assim: preciso fazer isso, depois aquilo, depois mais aquilo. E, sem perceber, eu acabava resumindo minha semana inteira a uma lista de obrigações.


Esse planner me convidou a ir além disso.


Antes de encerrar, eu queria agradecer de verdade à Paper Now por ter me enviado esse planner como presente. Fiquei muito feliz, principalmente porque ele chegou num momento em que eu estava justamente repensando minha relação com a rotina e cobrança. Ah, esse post não é publi! No fim das contas, mais do que falar de planner, esse texto é sobre encontrar ferramentas que respeitam o nosso jeito de existir. E isso, pra mim, já é muita coisa.


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