Criatividade também é músculo: por que projetos fictícios fazem parte do meu processo
- Jaqueline Zanini
- há 1 dia
- 2 min de leitura

Esse projeto aqui é uma identidade visual fictícia.
E eu amo fazer esse tipo de projeto porque sinto que ele me mantém em movimento como profissional.
Me ajuda a testar estéticas novas. Explorar caminhos diferentes. Sair da zona de conforto.
Coisas que, muitas vezes, em projetos comerciais, não são possíveis, porque ali a gente precisa seguir briefing, estratégia, orçamento, prazo e uma série de fatores.
Esse projeto nasceu, inclusive, de um lugar bem específico:
Já tem um tempo que minha agenda pra identidade visual está fechada, porque estou focada em outros tipos de trabalho.
Mas eu estava com saudade.
Saudade de criar identidade.
Saudade de construir conceito.
Saudade de pensar marca do zero.

Então decidi começar uma série de projetos fictícios pra voltar pro ritmo.
Sendo bem honesta: esse foi o primeiro projeto de identidade visual que fiz depois de um tempo parada. Sinto que poderia estar melhor? Sim. Mas também curti o resultado.
E mais importante que isso: voltei.
Porque criatividade também é músculo. Quanto mais a gente usa, mais ela destrava.
Uma coisa puxa a outra.
A gente vai se soltando.
Vai ganhando confiança.
Vai refinando.

E é exatamente por isso que eu sempre incentivo outros designers a fazerem projetos fictícios. Eles não são “brincadeira”. São treino, estudo, portfólio e repertório.
Inclusive, eu disponibilizo gratuitamente no meu site um arquivo chamado Briefings Fictícios, com vários temas pra você criar junto comigo.

Eu estou fazendo um a um, no meu tempo.
Já fiz Bellanapoli, Muu, Pod do arraso, Doodle Coffee que mostrei hoje, Match Point.
Parte desses projetos eu fiz em live e alguns eu postei no youtube, vou deixar os links pra quem quiser acompanhar os processos:
Já pulei alguns.
Depois volto neles.
Agora estou criando outro da lista.
E tá tudo bem.
Processo criativo não precisa ser linear.
Se você usar algum briefing desse arquivo, me marca.
Eu quero muito ver o que você criou.
Porque crescer na área criativa é muito mais sobre constância do que sobre perfeição.


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